segunda-feira, 26 de abril de 2010

Quem pode entender?



Em Provérbios 30.18 e 19, eu leio sublimado e desafiado, as seguintes palavras: "Há três coisas que são maravilhosas demais para mim, sim, há quatro que não entendo: o caminho da águia no céu, o caminho da cobra na penha, o caminho do navio no meio do mar, e o caminho do homem com sua donzela. 

Para alguém que observava as águias, as cobras e os navios, era uma maravilha vê-los no seu caminho e por onde fosse. Talvez outras pessoas pudessem se maravilhar de outras coisa, tipo o nascer do sol, o caminho das estrelas no céus, o movimento das nuvens e as correntezas dos rios. De todas as formas, tudo o que Deus criou tem o seu traço de beleza que, nos impressiona e nos chama a atenção; que nos prende, a ficar pensando sobre aquilo, em como acontece, a forma que acontece, e porque acontece. De tudo o que Ele fez o mais notável, que o sábio diz em seu provérbio é que, três coisas são maravilhosas e a quarta ele não entende. O que ele não entende é exatamente, algo que vai além de coisas que não pensam, que ele descreve antes como a águia, a cobra e o navio; ele fala de um homem e uma mulher. No mundo que conhecemos hoje existe uma grande dificuldade em se entender a relação do homem e uma mulher de modo claro e bíblico, no entanto até o mais sábio dos homens não entedia bem. Não significava que o fato dele não entender, devia existir algo de errado; não era que, ele estava querendo dizer que era uma questão inútil, mas que havia algo muito maior e mais profundo no que ele sentia quando via um homem e uma mulher. Deus criou os dois na medida exata de um para com o outro; assim como todo homem e toda mulher criados por Deus estão dispostos a terem seus corações satisfeitos somente quando repousam em Deus, Ele mesmo projetou os seus corações para satisfazerem-se um com o outro a partir de uma forma divina; uma relação profunda, real, leal, cuidadosa, alegre, altruística e verdadeira. Por mais que possamos pensar em algum padrão na relação do homem e da mulher, o fato é que ele foi projetada por uma mente infinitamente complexa; não para nos deixar simplesmente sem entender, como alguém escolhe alguém, mas para nos maravilharmos, com o desenrolar do fato de amar alguém, deixando bem claro o perfeito traço de seu Criador. Entre um homem e uma mulher que expressam um amor genuíno da parte de Deus, encontramos beleza que não se encontra em outras coisas. Essa beleza, foi Deus que a fez, e é unica no seu modo de acontecer. Eles ficam vulneráveis entre si, por que estão dispostos um para o outro; estariam dispostos a fazer sacrifícios, somente para o bem um do outro.

Em Cristo
Leomir

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Perfeição

 
Ninguém é perfeito!

Esta verdade deveria levar-nos a tremer diante de um Deus que é Santo, Santo, Santo. Em vez disso é normalmente usada para desculpar o nosso comportamento errado, para nos fazer sentir, digamos, melhor. Com muita frequencia ouvimos as pessoas deixarem seus erros de lado desculpando-se com palavras vagas: "Afinal, ninguém é perfeito, não é mesmo?". Embora esta afirmação seja precisa, ela deveria ser dita como uma confissão, e não como uma forma leviana de justificação. A bíblia reconhece que não somos perfeitos. Até mesmo o apostolo Paulo escreveu: "Não que eu o tenha revebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo pasra o que também fu conquistado, por Cristo Jesus. Irmãos quanto a mim não o julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo para as coisas que para trás ficam, e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o premio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus" (Fl 3.13-14). Nenhum de nós alcança a perfeição; nem de longe. Paulo ensina que nossa imperfeição deveria somente incentivar o objetivo de sermos totalmente semelhantes a Cristo.
Mas, por mais irônico que possa parecer, é igualmente perigoso -  ou concerteza até mais - pensar que perfeição espiritual é algo que os cristãos possam atingir nesta vida. A igreja está manchada com exemplos de divisões e facções que ensinaram várias versões do perfeccionismo cristão. Quase todos esses grupos naufragaram na fé ou foram forçados a mudar seu perfeccionismo para que se acomodasse á imperfeição humana. Todo perfeccionista inevitavelmente encara face a face a clara e empírica evidência de que vestígios do pecado permanecem na carne e pertubam  até os cristão mais espirituais, por toda vida. Para que possam persistir na doutrina do perfeccionismo, eles tem que redefinir o pecado ou baixar o padrão de santidade, Muito frequentemenmete fazem isso à custa da própria consciência.
Um grupo perfeccionista, a comunidade de Oneida, fundada por John Humphrey Noyes, floresceu em Nova York em 1849 a 1879. Baseada no conceito de perfeccionismo, que tinha muito em comum com os ensinos de Charles Finney (Noyes foi um convertido de Finney), a comunidade de Oneida era a mais conhecida dentre as cinquenta comunidades que funcionavam no estado de Nova York na metade do século 19. Os membros da Oneida, cerca de trezentos deles, viviam numa comunidade cuja sede era uma enorme mansão de pedra. Deram inicio a uma empresa de utensílios de mesa, até hoje bem sucedida. Trabalhavam juntos, cultuavam juntos e tinham u estilo de vida em comum que foi amplamente aclamado naqueles dias como um modelo de fraternidade santidade cristã. O que as pessoas não entendiam completamente asté que a comunidade foi dissolvida, em 1879, era que ali era praticado o casamento comunal. Toda mulher era considerada casada com todo homem, e todos tinha liberdade de fzer sexo com qualquer um que escolhesse na comunidade. Pior, esperava-se que as crianaças fossem sexualmente ativas logo que atingissem idade suficiente. O próprio Noyes iniciava as garotas assim que elas chegavam a puberdade. Noyes como muitos perfecccionistas, adaptou os padrões morais as suas preferências. Em vez de reconhecer que o desejo sexual fora do casamento é pecado e aceitar o resultado de que a sua própria cuncupiscência havia comprovado que ele não era perfeito, planejou uma doutrina que permitia a ele e aos outros de Oneida fazerem a vontade de suas paixões carnais e ainda alegarem ter alcançado a pureza. A comunidade de Oneida, foi concerteza um dos masi horríveis exemplos de como o perfeccionismo é mal usado, mas em todos os tipos de perfeccionismo a mesma tendencia ainda existe. Em última análise todos os perfeccionistas são forçados a projetar definições que diminuem o significado do pecado, de santidade e de perfeição que se acomodem a imperfeição da carnalidade humana.

Adaptações

Em Cristo
Leomir

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Ministério Movido a Marketing?



 Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; (2 Tm 4.3)

                   A nova filosofia é objetiva: a igreja está competindo com o mundo. O mundo é habil em captar a atenção e os sentimentos das pessoas. A igreja por outro lado, tende a ser muito pobre na "venda" de seu produto. Portanto, o evangelismo dever ser visto como um desafio de marketing, e a igreja deveria colocar o evangelho no mercado, da mesma forma que as empresas modernas colocam seus produtos no mercado. Isso requer mudanças fundamentais. O objetivo de todo marketing é "deixar o pruduto e o consumidor satisfeitos; então tudo o que tende o "consumidor" insatisfeito precisa ser jogado fora. A pregação, especialmente a que fala sobre pecado, a justiça, o juizo, é confrontadora demais para ser satisfatória. Um autor "best-seller" escreveu: "Acredito que desenvolver uma mentalidade de marketing é exatamente aquilo que a igreja precisa, se quisermos fazer a diferença na saúde espiritual ...". Tudo isso soa bastante moderno, bastante perspicaz, mas não é bíblico, e empurra a igreja em direção a encosta escorregadia. Os princípios de marketing estão se tornando o árbitro da verdade. Os elementos da menssagem bíblica que não se encaixam no plano promocional são omitidos. O "bom senso" do marketing exige que o escândalo da cruz seja minimizado. A estratégia de vendas requer que os assuntos negativos (a ira divina, por exemplo) sejam evitados. A satisfação do cunsumidor demanda que o padrão da justiça não seja elevado demais. Desta forma, as sementes de um evangelho raquitico estão sendo plantadas por esta filosofia. Não se engane, esse tipo de filosofia altera a menssagem, embora muitos que propagam essas idéias, considerem-se leais a doutrina bíblica. É preciso manter-se firme contra o mundo e sua sedução e até mesmo para com aqueles que dizem conhecer a verdade, e não conhecem, nem querem conhece-la.

Adaptações II

Em Cristo
Leomir

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Insuportável

                   


                       No filme Questão de honra, o ator Tom Cruise faz o papel de um advogado da Marinha norte-americana que questiona um coronel, representado por Jack Nicholson, sobre o assassinato de um de seus homens. A dramática cena do tribunal transforma-se num grande bate-boca no qual Cruise acusa Nicholson de ser cúmplice de assassinato.

-Cruise: Coronel, o senhor ordenou o código vermelho?
-Juiz: O senhor não precisa responder a essa pergunta!
-Nicholson: Eu responderei a essa pergunta ... você quer respostas?
-Cruise: Acho que fui designado para isso.
-Nicholson: Você quer respostas!
-Cruise: Eu quero a verdade!
-Nicholson: Você não pode suportar a verdade!

                    Nicholson poderia muito bem estar gritando com as pessoas do resto do mundo hoje, porque parece que muitas pessoas no noss mundo não suportam a verdade. Por outro lado, exigimos a verdade em praticamente todas as áreas da vida. Não queremos mentiras de um ente querido sejá seu esposo ou esposa, ou filhos; não queremos que o médico nos indique uma receita falsa; queremo que no tribunal, sejam condenados apenas os verdadeiramente culpados; Queremos que sejamos pagos de maneira justa e verdadeira no nosso trabalho; e das companhias aéreas, exigimos aviões realmente seguros e pilotos realmente sóbrios. Também esperamos ouvir a verdade quando escolhemos um livro de referência, lemos um artigo ou assistimos ao noticiário. Pressupomos que a sinalização das estradas sejam verdadeiras, como as bulas dos remédios digam a verdade sobre seu uso e os rótulos das cómidas estejam dizendo o que realmente tem naquele produto. De fato, exigimos a verdade em praticamente todas as facetas da vida que afetam, nosso dinheiro, nossos relacionamentos e nossa segurança. No entanto apesar de grandes e firmes demandas pela verdade, perdemos o interesse quando se trata de moral ou espiritual, ou até mesmo bíblico. O fato é que muitos no mundo rejeitam que haja algo de verdade espiritualmente falando. Concerteza, desse jeito você vai perceber que que existe uma grande contradição, pois exigimos a verdade em tudo, exceto na moralidade ou espiritualidade. Porque dizemos: ''Isto é verdade pra você, mas não é verdade pra mim", quando se trata de moral e espiritual, mas estamos bem certo, quando se trata do nosso dinheiro ou saúde.
                      Embora poucos admitam, nossa rejeição a verdade moral e espiritual, está baseada, não em fundamentos intelectuais, mais em fundamentos de vontade. Muitos aceitam cegamente todo tipo de crença, idéias, comportamentos, meios e qualquer outra coisa, por que não existem absolutos; é uma questão de opinião. Agostinho disse que amamos a verdade quando ela nos ilumina, mas odiamos quando ela nos convence. Talvez não possamos suportar a verdade.

Adaptações II

Em Cristo
Leomir

sexta-feira, 26 de março de 2010

A Consciência I



Por isso, também me esforço 
por ter sempre consciência pura 
diante de Deus e dos homens.
(Atos 24.16)

                         Em 1984 uma aeronave da Aviação Airlines caiu na Espanha. Técnicos que estudara o acidente chegaram a uma misteriosa descoberta. Alguns minutos antes do impacto, uma voz aguda e sintetizada pelo computador vinda do sistema de alarme automático do avião, repetia em inglês: "Levante, levante!". O piloto, evidentemente julgando que o equipamento estivesse com defeito, repreendeu-o: "Cala a boca gringo", desligou. Minutos depois a aeronave se detroçou contra a encosta de uma montanha. Todos que estavma a bordo morreram. Ao ver esse relato, serve-nos de ilustração sobre como o homem se comporta com os avisos que a consciência emite.
                         Segundo a sabedoria de nossa época, os sentimentos de culpa são quase sempre errôneos e prejudiciais, portanto deveríamos silênciá-los. Mas esse é um bom conselho? Afinal o que é a consciência - este senso de culpa que todos parecemos sentir? Quanta atenção deveríamos dar as dores de uma consciência aflita? A consciência é falivel? Então como podemos saber que a culpa que sentimos é legítima, ou se estamos sobrecarregados pelos excessos de angustia? Que papel ocupa a consciência na vida de um cristão que deseja buscar a santificação de acordo com a bíblia?
                          A consciência tem sido vista pelo mundo moderno como um defeito que rouba das pessoas a sua auto-estima. Porém, longe de ser um defeito ou um desequilíbrio, a habilidade de discernir a nossa própria culpa é um enorme dom de Deus. Ele projetou a consciência para a estrutura exata da alma humana. Ela é o ssitema de alarme que nos diz: "Levante, levante!" antes da queda e do fogo. A consciência é aquilo que distigue a criatura humana. As pessoas ao contrário dos animais, podem observar suas próprias ações e fazer uma auto-avaliação moral. Essa é a função da consciência. É uma habilidade de sentir o certo e o errado.m Todos até mesmo o pagão mais materialista tem uma conciência: "Quando, pois os gentios, que não te lei, procedem por natureza, de conformidade com a lei gravada no seu coração, testemunhando-lhes também a consciência, e os seus pensamentos, mutumente acusando-se ou defendendo-se" (Rm 2.14-15). É uma faculdade que julga nossas ações e nossos pensamentos mediante luz do mais alto padrão que conhecemos. Quando violamos nossa consciência ela nos condena, desencadeando sentimentos de vergonha, angustia, remorso, consternação, ansiedade, desgraça e até mesmo medo. Quando atendemos a consciência ela nos elogia, trazendo alegria, calma, respeito próprio, e bem-estar.
                      Consciência é o conhecimento compartilhado com a própria pessoa, isto é, a consciência está acima da razão e além do intelecto. Nós podemos racionalizar, tentando justificar a nos mesmo na nossa mente masis uma consciência violada, não será persuadida facilmente. A palavra hebraica para consciência é leb, normalmente traduzida por coração no Antigo Testamento. A consciência está tão intrisecamente ligada a alma humana que a mente dos hebreus não conseguia delimitar o distinção entre consciência e o restante do homem interior. QuandoMoisés retgistrou que Faraó "endureceu seu coração" (Ex 8.15), ele estava dizendo que Faró endureceu sua consciência como um aço contra a vontade de Deus.
                        Atualmente um grande número de pessoas reage a própria consciência tentando suprimí-lam anulá-la ou silenciá-la. Ela concluiram que a verdadeira culpa por seu comportamento errado está em algum trauma de infância, no modo como foram criados por seus pais, nas pressões sociais ou em outras cousas fora do seu controle. Ou então convenceram a si mesmas que o seu pecado é um problema clínico, não moral - e assim definem seu alcoolismo, perversão sexual, imoralidade ou outros vicios como "desvios". Responder a conciência com tais argumentos equivale a dizer-lhe: "Cala a boca, gringo!".
                         Com o tempo se torna possível anular a consciência por meio de contínuas ofensas. Tanto a mente como a consciência podem se tornar tão corrompidas que param de distinguir entre o puro e o impuro (Tt 1.15). E após tamanha violação a consciência se cala. Moralmente aqueles  com a consciência corrompida, são abandonado num vôo cego. Os importunos sinais de alarme podem ter desaparecido, mas concerteza o perigo não; na verdade, o perigo está mais presente do que nunca.
                           Mas além disso até mesmo a consciência mais corrompida não permanece em silêncio para sempre. Pois quendo formos submetidos ao julgamento a consciência tomará partido de Deus, o Justo Juiz. O pior malfeitor, endurecido pelo pecado, descobrirá diantedo trono de graça de Deus que tem uma consciência que testemunha contra ele.

Adaptações I

Leomir
Em Cristo



segunda-feira, 22 de março de 2010

Contaminação



"Resolveu Daniel, firmemente, não contaminar-se 
com as finas iguarias do rei, nem com o vinho 
que ele bebia; então, pediu ao chefe dos 
eunucos que lhe permitisse não contaminar-se." 
(Dn 1.8)

               Um dos versos que me faz lembrar o que vou descrever é "Os manjares do rei, o contagio fatal, a aparência do bem, na essência o mal.". Se olharmos para a história de uns 2.600 anos passados vamos encontrar o relato de quatro jovens, brilhantes e considerados melhores, em especial na opinião de um dos maiores líderes mundiais de todos os tempos, o Rei Nabudonosor, do império babilônico.
               Depois da sua primeira invasão contra Judá, e da tomada de Jerusalém, em 606 a.C., Nabucodonosor tomou dezenas de jovens judeus bem qualificados como reféns (provavelmente no final da adolescência) para ajudá-lo no sucesso de seus planos a longo prazo com propósito de dominar o mundo. Um deste moços foi especialmente destinado á grandeza, e hoje seu nome é sinônimo de integridade e de espírito de não-comprometimento. Seu nome era Daniel.
                Quando vemos a história de Daniel, pensamos logo em fogo e leões, mas, além destas coisas podemos ver algo fantástico que Deus fez através da vidas desse jovem junto com seus amigos. A história bíblica narra que esses jovens bem qualificados, passariam por testes e ensinamentos, tanto fisicos quanto intelectuais. O que aconteceria seria uma experiência reeducacional para Daniel e seu amigos.
                 Os babilonicos, basicamente sinônimo de caldeu, eram a superpotência naquela época, e com sua expansão, seus ideais culturais, ciências, filosofia, literatura passariam a ser o sistema de ensino, para seus melhores capturados, neste caso, Daniel e seus amigos. Então com estas era as regras, Daniel e seus amigos, passaram a aprender todas aquelas coisas. Aprender matemática, história natural, agricultura e arquitetura dentre outras coisas até aquele ponto seria uma experiência positiva, pois os caldeus eram os principais pensadores de sua época, especialistas em quase todas as disciplinas. Talvez Daniel deva ter enfrentado os típicos desafios acadêmicos do aprendizado em novos assuntos como qualquer um, mas o objetivo final era de principalmente reprogramar suas convicções, espirituais, morais e éticas. Nabucodonosor queria que Daniel e os outros jovens largassem sua herança judaica, esquecessem de Deus, para o favor do Império Babilônico. Basicamente era uma lavagem cerebral sofisticada que transformaria Daniel, de um humilde jovem hebreu a um brilhante líder caldeu. Para que não houvesse nada referente a Deus, até os seus nomes foram mudados; talvez fosse algo sem importância, mas no oriente médio o nome de um indivíduo, estava ligado a sua identidade, seu modo de vida e personalidade. Ambos, judeus e caldeus reconheciam a importancia do nome, por isso, Daniel que é "Deus é meu juiz" passou a ser Beltessazar "Príncipe de Bel", um deus pagão.
                Embora estas coisas tenham acontecido, Daniel internamente estava firme e tinha coragem para afirmar seus padrões e permanecer um servo do verdadeiro Deus.
                Ele então começou a traçar os limites quando as coisas começaram a ser mais desafiantes a sua fé, do que acadêmicas. O programa educacional culminava com a participação nas finas iguaria do rei. Em outras palavras, Nabucodonosor e seus assistentes queriam seduzir os jovens judeus aos seus refinamentos, e somente da mais alta classe, tentando levar a Daniel e seu amigos a uma obrigação aos seu senhores, se desassociando de seus antigos custumes. Aprender as ciências caldaicas era um benefício, um nome pagão poderia ser tolerado, logo que Daniel não mudou sua atitude em relação a Deus, mas quanto ao tipo de comida e bebida estava fora de possibilidade. Daniel conhecia muito bem as restrições dietéticas com relação a preparação e consumo de alimentos (Lv 7.23-27; 11.1-47; Dt 12.15-28; 14.1-29), e antes de servir a comida e bebida elas eram oferecidas aos falsos deuses babilônicos. Isso seria idolatria! Comer do banquete seria participar, a adoração a um deus pagão. Esssa é uma questão de princípios bem clara; Daniel estava bem consciente de sua obediência a Deus, e antes de tudo traçou limites. Sua atitude cosntitui uma parte básica da genuína integridade e da sua vida de não-comprometimento: "Você precisa traçar limites de convicção onde as Escrituras demarcam as linhas. Diferente de outros crentes Daniel não arranjou uma explicação vacilante ou ambígua. Note que ele não tomou o caminho mais fácil durante aqueles 21 dias em que a comida seria servida, ele mostrou espírito de não-comprometimento. E acentuou sua ousadia ao afirmar que "não iria contaminar-se"; ele poderia simplesmente ter dito que não comeria e preferir outra coisa, mas ele disse que não iria se contaminar, que era associado em todo o Antigo Testamento a algo abominável ao Senhor. São sinônimos dessas palavras, profanar, adulterar, poluir e corromper. Ele não mediu sua palavras.
                  Esta é uma coragem que não envergonha e significa ser totalmente transparente em relação ao seu padrão ou questões do certo e errado. Provérbios 29.25 diz: "Quem teme ao homem arma ciladas". Muitas pessoas permitem ser intimidadas pelas opiniões de outros e, assim, não atingem os padrões escriturísticos de ousadia que não envergonha. Daniel ente outras figuras da Bíblia, creram que "o que confia no Senhor está seguro" (v.25b).
                   Daniel, um jovem, mostrou, o que muitos de nós as vezes não ousamos, ser relamente diferentes, não em valores sem sentidos ou perdidos, mas em valores espirituais claros. O compromisso de Daniel deveria servir de motivação para todos dentre os que creem desejarem seguir um caminho mais alto caracterizado pela integridade e dedicação sem comprometimento com qualquer coisa mais.

Adaptações I

Em Cristo
Leomir








Pós







 
  “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, 
para que fique convosco para sempre; O Espírito de verdade, 
que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece;
mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós.”

             Muitos de nós temos diferentes visões de mundo. Uma das coisas que formam nossa opinião acerca do mundo é a própria infomação produzida nesse mundo tentando defini-lo. Em muitos circulos acadêmicos usa-se a expressão cosmovisão, e então alguém pode perguntar: "Qual sua cosmovisão?", em outras palavras mais coloquiais, "O que você pensa do mundo?". Muitos de nós estamos habituados a reconhecer as coisas de nossa época, pois é mais fácil, mais natural, mais normal. Não escola nós aprendemos que existiram muitos períodos, onde houveram transfomações, novas idéias, novas roupas, novas cidades e muitas outras novas, num novo modo de viver e ver a vida.
              Para aqueles que creem em Jesus verdadeiramente, temos uma definição bíblica de mundo, ou, onde ele se encontra e é uma visão bem direta: "O mundo inteiro jaz no maligno.". Não uma parte dele ou algumas pessoas, mas é um mundo perdido completamente. Não fosse Deus que sustentasse com misericórdia, tudo já estaria consumido. Mais do que esta definição de que o mundo é o verdadeiro "The lost world", temos o Espírito Santo de Deus, que o mundo não pode conhecer. O que quero dizer é: "O que podemos esperar de um mundo desse que não reconhece o Espírito de Deus?". Certamente para qualquer intuito em relação a Deus, este mundo não pode glorificá-lo se não o conhece.
               Desde a antiguidade, ouvimos falar e estudamos, que sempre houve crescimento, transformação ou ideal. Pelo menos, para nossa época, se torna fundamental, reconhecê-la e qual o estado do mundo historicamente falando; pra todos os efeitos um mundo perdido. Nós podemos lembrar de períodos que eles chamam de pré-história e tal e tal e tal, até chegarmos a era moderna, e passando por ela, chegamos a nossa época, tempos de um mundo pós-moderno. Talvez não se tenha criado uma definição clara para o que é um mundo pós-moderno, mas é justamente isso que caracteriza o nosso mundo de hoje, um sem definição, e no termo, pós-moderno mesmo.
                Esta pós-modernidade que vivemos é o produto que não foi planejado da modernidade, uma modernidade que tinha seus ideais e objetivos basicamente planejados. Nesse tempo eles trocaram a fé pela razão, que se tornou a deusa-tutora que encaminharia o mundo, rejeitando qualquer conhecimento transcendental que vinhesse da religião, dexando de lado qualquer mente superior e mergulhando no própio caminho racional humano somente. O ideal era o aperfeiçoamento do homem, através de usos científicos, no saber lidar com a natureza, chegando a um proveito total para o ser humano, onde todos se sentiriam bem e satisfeitos, num mundo paraíso onde todos viveriam felizes para sempre, sem ter que recorrer a algo inadequado ou antigo como a fé ou a inclinação espiritual a algum ser superior.
                 O que aconteceu foi que este sonho nunca se realizou, e miseravelmente o "ideal perfeito" falhou. A natureza começou a se revoltar, em vários cataclismos ambientais por causa do progresso humano, o homem teve que trabalhar mais para cumprir a exigência econômica crescente, se sobrecarregando em cargas horárias e grande stress, doenças que dizimaram milhões sem controle e vírus que se tronaram mais resistentes e letais, criando um mundo de cemitérios, hospitais e salas de pisicólogos.
                   Em outros termos vemos um mundo muito diferente em partes sociais, com pessoas cada vez mais ricas e outras mais pobres, sem o mínimo para sobreviver. E por final, nessa corrida por poderes o homem causou duas grandes guerras mundiais.
                   Assim o ideal Iluminista Racional, deixou o homem perplexo; se tornaram homens modernos sem saída, pois não tinham vontade de voltar para a mítica fé que rejeitaram, e nem continuar o projeto falído da razão perdido nos escombros das guerras. Então num mundo que ficou totalmente destruído fisicamente, os ideais foram também destruídos, fazendo surgir as gerações dos escombros, "Os homens quebrados", junto com a nova idéia humanista também herdada do ideal iluminista. O resultado dessa reação e rejeição é o que vivemos hoje, a pós-modernidade, um mundo sem definição, pruduzido por homens quebrados, sem definição. E assim hoje o homem procura se definir sem Deus, adorando a natureza que antes queria dominar, sendo suprido em quase totalidade pela mesma tecnologia que antes era a ancora para o aperfeiçoamento, mas assumindo o papel do imediatismo ao mesmo tempo que o destroi, e voltando-se para religiões indefinidas, gerando um mundo totalmente sem rumo e explícito no sentido de estar enterrado no maligno.
                    Hoje nós encontramos os frutos sociais de pessoas que não sabem o que são, que perderam a identidade que tinham como fator para determinar o que eram em si mesmas e fora de si. E isto faz surgir as aberrações fora do normal, na conduta humana, de personalidades exóticas, mas quebradas. E portanto, longe de qualquer coisa que se chama verdade, o significado real das coisas perde o valor, tornando a mentira em verdade e a verdade em mentira; dando nomes feios a coisas bonitas e nomes bonitos as coisas feias. Um mundo de cabeça para baixo, sem cabeça. E a ausência de um padrão de verdade se reflete na estrutura do homem na sua identidade. Então ele sem referêncial alguma, chega a uma crise existêncial, um mal de quase todo homem pós-moderno, devido ao vazio de alvo em sua trajetória. E para todos os efeitos cria uma depressão não apenas pessoal, mas social; em outros termos, é para um vazio cada vez maior que o homem vai. E as reações não parando por aí fazem o homem procurar algo chave para satisfazer-se, o entretenimento, transformando todos os ambitos, até mesmo a igreja, num simples, "va,os fazê-los sorrir, afinal, é o que importa não é?!". Com isso não exige-se mais coerência de visão ou doutrina.
                      Então com o palco da tragédia montado, o que a igreja de Cristo pode fazer para testemunhar de Deus neste período da história? Será que é nos conformando com o mundo cada vez mais, ou tornando-se fieis no que pregamos? Será que é vivendo dignamente do evangelho, para que o mundo, por mais perdido que possa parecer possa ver a verdade ou afundando junto?
                       Não é uma tarefa inútil, só precisamos fazer o que Deus nos manda para com seus mandamentos: "Guardai-os, pois, e cumpri-os, porque isto será a vossa sabedoria e o vosso entendimento perante os olhos dos povos que, ouvindo todos estes estatutos, dirão: Certamente, este grande povo é gente sábia e inteligente." (Dt 4.6).

Adaptações I

Em Cristo
Leomir